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ESSA FAÇANHA A GENTE FAZ JUNTO

Prevenir o HIV é tarefa de toda a gauchada!

Nosso Rio Grande, querência amada, é exemplo de resiliência, recomeço e força pro Brasil todo. E agora a gente precisa de ti pra uma nova façanha.

Tu sabia que o Rio Grande do Sul tem um dos piores números do Brasil na epidemia de HIV?

 

Vem entender mais um pouco sobre isso.

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A SITUAÇÃO EM PORTO ALEGRE

Porto Alegre é a capital com mais mortes por Aids do país, na frente de São Paulo, do Rio de Janeiro, de todas.

1,64% da população da Região Metropolitana vive com HIV.

Isso é 64% acima do limite que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera seguro, ruim que é uma barbaridade.

Quando a taxa passa desse ponto, os especialistas chamam de epidemia generalizada: o vírus não fica mais restrito a grupos específicos, mas circula na população em geral.

Só em 2024, Porto Alegre concentrou 43% de todos os novos casos do estado, com mais de 1.300 diagnósticos na capital.

Por isso, em 2026, a Sociedade Gaúcha de Infectologia lançou a Carta de Porto Alegre, unindo hospitais, secretarias de saúde e sociedade civil numa aliança formal.

Ciência e comunidade dizendo a mesma coisa: precisamos mudar de rumo.

BRABO É QUEM SE CUIDA

Coragem e valentia são a marca do povo gaúcho, todo mundo sabe.

Mas coragem mesmo é cuidado sem floreio: teste, camisinha e prevenção antes do sexo.

OS NÚMEROS DA EPIDEMIA

Em Porto Alegre, 84% de quem descobre o HIV já em estado avançado é heterossexual: gente que trabalha, é casada e tem filhos. Na maioria, gente que nunca achou que precisava se testar!

1 em cada 4 diagnósticos na capital só é descoberto durante uma internação por outro motivo, e não numa consulta de rotina.

O problema não afeta todo mundo do mesmo jeito: as taxas de detecção são 3x maiores entre a população preta e 2x maiores entre a parda, comparadas à branca, um reflexo de desigualdade no acesso ao cuidado, não de comportamento.

Um estudo que testou mais de 8 mil gaúchos em 56 municípios confirmou: na Região Metropolitana, o HIV virou uma epidemia generalizada, e hoje está presente em todos os grupos, não só naqueles que a sociedade costumava associar ao vírus.

Das 10 cidades nas piores posições no ranking do HIV/Aids, 5 estão no Rio Grande do Sul.

A boa notícia? Essa é uma realidade que dá pra mudar, tchê. E isso começa com cada um fazendo a sua parte: testando, conversando e não deixando a vergonha tomar conta. 

A PRÓXIMA FAÇANHA

Nossa próxima façanha não será de bombacha, lenço ou a cavalo. Será com teste, camisinha e conversa, sem vergonha.

COMO SE CUIDAR?

Se cuidar é uma baita barbada:

Teste rápido, gratuito e sigiloso

Em qualquer posto de saúde do SUS. O resultado sai na hora e tu já não te atucana com isso. Ou então, se der positivo, tu já sai com as primeiras orientações sobre o tratamento, indicações de exames e medicações.

E esquece aquele velho estigma sobre o HIV/Aids: nos dias de hoje, com os tratamentos disponíveis, a vida de uma pessoa vivendo com HIV pode ser absolutamente normal e saudável.

Conversa

com teu parceiro ou parceira. Não é falta de confiança, é cuidado com os dois. Uma boa conversa (sem vergonha) é fundamental, que nem água pro mate: falar sobre os métodos de prevenção que cada um usa e qual usarão juntos.

Camisinha

Em toda relação, com qualquer pessoa. Simples assim.

PrEP

Um tratamento preventivo, também gratuito pelo SUS, para quem tem maior exposição ao risco. Te informa se é indicado pro teu caso.

 

Olha que tri: um medicamento que tu usa e que impede a transmissão do HIV. A PrEP (profilaxia pré-exposição) é um baita avanço da ciência e da saúde pública!

PEP

Um tratamento de emergência disponível para quando acontece alguma possível exposição, que impede a transmissão do HIV. Esqueceu ou não usou a camisinha? Não te atucana, vai até uma unidade de saúde em até 72h e peça pela PEP (profilaxia pós-exposição)

Tratamento

Hoje, o tratamento do HIV também é considerado um método de prevenção. Quando uma pessoa realiza o tratamento corretamente, ela fica em um estado que chamamos de “indetectável”: isso quer dizer que os testes já não conseguem detectar o HIV. 


I = I (indetectável = intransmissível)

 

Quando a pessoa em tratamento está indetectável, o HIV estará intransmissível. Isso é importante na nossa peleia contra o ciclo de transmissão do HIV.

ESSA FAÇANHA, A GENTE FAZ JUNTO

Peão ou prenda, da serra ou das missões, de estância ou de apartamento: o Rio Grande precisa de ti para essa façanha.

NÃO TE ATUCANA. SÓ TE ATINA

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Cuidar da saúde é motivo de orgulho, não de vergonha.


Você também pode pedir o auto-teste de HIV no posto de saúde e realizar o teste em casa. Se tu mora na capital, ainda tem a chance de pedir o teste e receber em casa através do projeto A Hora é Agora.

Ou então vai até um dos centros de referências de POA. São vários e é só localizar o que for mais perto de ti.

 

Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs)

  • IAPI - Rua Três de Abril, 90, Passo d’Areia

  • Comerciários - Rua Moab Caldas, 400, Área 11 2º andar, Santa Teresa/Vila Cruzeiro

  • CRAIP - Av. João Pessoa, 1237, Farroupilha

  • Caio Fernando Abreu - Av. Bento Gonçalves, 3722, Partenon.

 

Serviços de Assistência Especializada (SAEs)

  • Santa Marta - Rua Cap. Montanha, 27, 4º andar, Centro Histórico

  • IAPI - Rua Três de Abril, 90, Passo d’Areia

  • Comerciários - Rua Moab Caldas, 400, Área 11 2º andar, Santa Teresa/Vila Cruzeiro

  • Murialdo - Av. Bento Gonçalves, 3722, 2º andar, sala 15, Partenon

  • SAT (Serviço de Atenção Terapêutica) - Av. Bento Gonçalves, 3722, Partenon.

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