top of page

Livro sobre sexualidade e educação ganha terceira edição em lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre

há 14 minutos
3 min de leitura

Promovido pela Somos, o evento reuniu organizadores e autores para debater os desafios de abordar gênero e sexualidade no ambiente escolar


Lançamento do livro "(ainda) Tá difícil falar sobre sexualidade na escola?”  | Foto: Louise da Campo
Lançamento do livro "(ainda) Tá difícil falar sobre sexualidade na escola?” | Foto: Louise da Campo

A terceira edição do livro “(ainda) Tá difícil falar sobre sexualidade na escola?” foi lançada na última quinta-feira (5), durante a 72ª Feira do Livro de Porto Alegre. Organizado pela Somos – Comunicação, Saúde e Sexualidade, o evento reuniu autores, pesquisadores e convidados no Espaço Jovem Banrisul para um debate sobre os desafios contemporâneos da educação em gênero e sexualidade, seguido de uma sessão de autógrafos.


Publicado originalmente em 2009, o livro chega à sua terceira edição com conteúdos revisados e ampliados, acompanhando as transformações sociais e os novos desafios que atravessam o debate sobre gênero, sexualidade e educação.


A publicação reúne contribuições de diferentes profissionais e pesquisadores da área e conta com o apoio da Embaixada da Irlanda no Brasil. Para Guilherme Ferreira, diretor técnico da Somos e um dos organizadores da obra, a nova edição busca atualizar as discussões propostas pelo livro diante das questões que marcam o cenário atual.


“A ideia é pensar como o tema central do livro — a relação entre gênero, sexualidade e educação — continua se atualizando e permanece um desafio diante do mundo contemporâneo e dos novos problemas que temos enfrentado, como o pânico moral e a chamada ‘ideologia de gênero’. Esta é uma edição revisada e ampliada, e, para nós, é muito importante contar com o financiamento e a parceria da Embaixada da Irlanda. Realizar esse lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre, um evento icônico da cidade, também tem um significado muito especial”, destacou.

A publicação propõe uma reflexão sobre as possibilidades e os obstáculos para trabalhar gênero e sexualidade nas escolas. Entre os temas abordados estão os processos de subjetivação, o pânico moral, a influência desses discursos no ambiente familiar e as estratégias para incluir essas discussões no currículo escolar, mesmo diante de tentativas de censura. A nova edição também apresenta materiais didáticos voltados à realização de oficinas pedagógicas sobre sexualidade com estudantes.


O lançamento aconteceu na 72ª Feira do Livro de Porto Alegre | Foto: Louise da Campo
O lançamento aconteceu na 72ª Feira do Livro de Porto Alegre | Foto: Louise da Campo

O pesquisador, professor e autor de um dos artigos da publicação, Fernando Seffner, destacou que a pergunta que dá título ao livro permanece atual justamente porque as respostas mudam conforme o contexto histórico e social.


“A pergunta que o livro faz — se está fácil ou difícil falar sobre sexualidade na escola — pode ser retomada a cada período e em cada contexto, e as respostas serão diferentes. Ao revisitar uma obra publicada há algum tempo e tentar responder novamente a essa pergunta, percebi, especialmente ao escrever meu artigo, que tanto há aspectos que se tornaram mais fáceis quanto outros que continuam difíceis. Acho que a provocação do livro é justamente colocar todo mundo em movimento, mostrando o que está mais fácil agora e o que continua difícil, mas também revelando possibilidades que antes nem imaginávamos e que hoje começamos a desejar construir dentro da escola”, afirmou.

O lançamento integrou as celebrações dos 25 anos da Somos e marcou mais um momento de diálogo sobre a importância de uma educação que reconheça a diversidade, promova o respeito e garanta espaços de acolhimento e liberdade para estudantes e educadores.


Com a terceira edição, “Tá difícil falar sobre sexualidade na escola?” reafirma a importância de manter essa discussão em movimento, acompanhando as mudanças da sociedade e contribuindo para a construção de práticas educativas mais plurais e inclusivas.



Comentários


bottom of page